Autor Tópico: Problema na criação de USB inicializável com imagem de versão antiga do Ubuntu  (Lida 245 vezes)

Offline xluisfernando

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Olá pessoal.

Por uma questão de necessidade de serviço, por conta da utilização de aplicações java que só funcionam em versões mais antigas, preciso fazer a instalação de uma versão obsoleta do sistema, em netbook.

Optei pela versão 10.04LTS, baixei a imagem ISO de http://old-releases.ubuntu.com/releases/10.04.0/ e conferi o md5sum. Contudo, no momento em que fui gravá-la não tive sucesso.

Tentei pelo aplicativo padrão do ubuntu 16.04 e tentei por linha de comando, conforme as instruções de https://help.ubuntu.com/community/Installation/FromImgFiles

Usei os comandos:
Citar
sudo dd if='/home/xluisfernando/Downloads/ubuntu-10.04.4-desktop-i386.iso' of=/dev/sdb bs=1M

# pv -EE '/home/xluisfernando/Downloads/ubuntu-10.04.4-desktop-i386.iso' > /dev/sdb

Em todos os casos, os pendrives são reconhecidos como imagem do sistema, quando inseridos no aparelho, que roda Lubuntu 16.04 e em outro que roda Ubuntu 16.04.

Contudo, quando acesso a BIOS e os defino como prioridade de boot, percebo que o aparelho tenta iniciar por eles, mas aborta e passa para o HD.

Tentei a gravação, nos dois métodos, em um pendrive de 8GB e em outro de 4GB.

Não entendo o que está acontecendo. Quando usava o ubuntu 10.04 eu lembro que cheguei a fazer uma instalação por pendrive (que na época era de 1GB). Não lembro se na época se usava a imagem ISO ou algum arquivo IMG. Atualmente, não encontrei arquivo IMG para essa versão do ubuntu.

Será que a capacidade  do pendrive interfere?

Existe algum erro na sintaxe dos comandos que usei?

Será que a imagem para gravação pendrive é diferente do arquivo ISO padrão, para essa versão?
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Offline galactus

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Offline druidaobelix

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Um palpite: trata-se apenas do tipo do pendrive.
Computador velho precisa de pendrive também antigo e tem alguns que nem assim lê.
Para o Ubuntu 10 um pendrive daqueles bem antigos mesmo, de 1GB, deve ser suficiente e talvez funcione.
O comando dd em si não tem erro algum, tanto assim que gravou, não se trata disso.
É que tem mesmo alguns antigos que são ruins nessa leitura.

Agora, numa visão mais técnica, é que existem três tipos de memória flash que vem evoluindo através do tempo.
Evoluindo é apenas um jeito de dizer, na verdade a questão é econômica, questão de custos de produção.
Atualmente com um pedaço muito menor de chip se consegue armazenar uma quantidade enorme de dados.
Mas como é que faz essa mágica?
Aproximando as células, os processos de fabricação ficaram mais precisos e conseguem aproximar as células de tal forma que ficam quase que contíguas umas às outras e aí, evidentemente, precisa de leitores (controladoras) que tenham sensibilidade para distinguir o início e fim das células.

Tenho um "vehlinho" aqui, acho que é Itautec, que só sobe com um específico pendrive, já testei mais de uma dúzia nele e não vai, pode pintar e bordar, gravar com o software que quiser que não vai, não lê, não sobe, mas se uso o pendrive certo vai de primeira.

Se gravar esse iso num cdrom vai subir de primeira, acho.  ;)

A mesma coisa ocorre atualmente na tecnologia SSD, é o mesmo conceito, o barateamento vem desse aproximação mais intensiva de células.
« Última modificação: 29 de Agosto de 2017, 22:29 por druidaobelix »
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Offline xluisfernando

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Um palpite: trata-se apenas do tipo do pendrive.
Computador velho precisa de pendrive também antigo e tem alguns que nem assim lê.
Para o Ubuntu 10 um pendrive daqueles bem antigos mesmo, de 1GB, deve ser suficiente e talvez funcione.
O comando dd em si não tem erro algum, tanto assim que gravou, não se trata disso.
É que tem mesmo alguns antigos que são ruins nessa leitura.

Agora, numa visão mais técnica, é que existem três tipos de memória flash que vem evoluindo através do tempo.
Evoluindo é apenas um jeito de dizer, na verdade a questão é econômica, questão de custos de produção.
Atualmente com um pedaço muito menor de chip se consegue armazenar uma quantidade enorme de dados.
Mas como é que faz essa mágica?
Aproximando as células, os processos de fabricação ficaram mais precisos e conseguem aproximar as células de tal forma que ficam quase que contíguas umas às outras e aí, evidentemente, precisa de leitores que tenham sensibilidade para distinguir o início e fim das células.

Tenho um "vehlinho" aqui, acho que é Itautec, que só sobe com um específico pendrive, já testei mais de uma dúzia nele e não vai, pode pintar e bordar, gravar com o software que quiser que não vai, não lê, não sobe, mas se uso o pendrive certo vai de primeira.

Se gravar esse iso num cdrom vai subir de primeira, acho.  ;)

A mesma coisa ocorre atualmente na tecnologia SSD, é o mesmo conceito, o barateamento vem desse aproximação mais intensiva de células.

O problema é encontrar um dispositivo antigo que ainda funcione. Eu até tinha um, mas depois de quase 10 anos ele queimou.
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Offline xluisfernando

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Não cheguei a tentar isso. Acho que não queria dar o braço a torcer, pois eu já tinha criado um pendrive bootável antes com esses comandos. Mas, o jeito é testar. Logo que concluir eu comento os resultados.
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Offline druidaobelix

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Já que mencionado, então vamos ser mais específicos, não tem lá muita utilidade saber sobre isso, mas enfim...

Os três tipos de flash nand são:

SLC Nand

MLC Nand

TLC Nand

Se prestar atenção nos anúncios de discos SSD vai ver aqui e ali mencionado flash TLC, que é exatamente o que propiciou vender por um preço menor, aumentando a capacidade no mesmo chipset físico.

Se quiser entender mais tecnicamente o assunto, esses artigos (de 2012 e 2013) são um bom começo:

SLC, MLC e TLC: Por quê as memórias Flash estão ficando piores

http://www.hardware.com.br/tutoriais/slc-mlc-tlc/bitseciclos.html

SSD: Quais os melhores, SLC ou MLC?

http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2013/12/ssd-quais-os-melhores-slc-ou-mlc.html

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Offline druidaobelix

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Mais um detalhe que eventualmente pode ser útil: verifique no BIOS se há configuração possível para USB 1.1 em determinado porta e então use essa porta para o pendrive, pois melhora as chances de que a controladora consiga fazer a leitura correta em menor velocidade de um pendrive de flash nand mais novo.

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