A polêmica interface do Unity trouxe vários problemas ao mudar radicalmente o comportamento do Ubuntu. Um dos problemas é leve, mas existe: o menu universal no topo da tela, exatamente como no Mac OS X. A barra superior é alterada de acordo com a janela em uso, exibindo o menu principal dela.
O menu ali tem seus efeitos positivos, oferece um ganho de espaço na tela e traz uma experiência interessante. Mas muita gente não gostou da mudança. Até porque é necessário levar o mouse para o alto, percorrendo uma distância muito maior. Isso fica pior ainda em telas grandes.
No mundo do Mac o problema parece não existir, já que o menu sempre foi no topo. E os programas já foram projetados pensando nisso, concentrando o fluxo de trabalho principal na interface da janela. Tudo parece mais nativo, mais direto, mais natural. Já no caso do Ubuntu a situação não é exatamente a mesma: ter o menu no topo da tela não era o comportamento padrão, e não é dos programas em si - ao rodá-los no GNOME ou KDE o menu aparece no lugar de sempre. A troca exige uma adptação que muita gente quer evitar. Esse desconforto nem sempre é visível, mas existe também no Mac ao usar programas portados de outras plataformas, sem tanta integração ao ambiente. Como no Mac sempre foi assim os usuários não estranham, mas no caso do Ubuntu houve uma certa resistência durante a troca, que parece persistir - com menor força - até hoje. Falando nisso, os botões da barra de título à esquerda também foram inspirados no Mac, sendo esta uma das maiores críticas logo que o Ubuntu adotou essa posição.
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