Autor Tópico: Resposta da comunidade a Veja  (Lida 17769 vezes)

Offline hanover

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rapazzzzz
« Resposta #15 Online: 21 de Maio de 2006, 23:52 »
eu ja tinha lido a materia no linux-br, mas eu nao tive a aportunidade que ler a materia na integra ate o presente momento
kra, eh ridiculo demais
os graficos usados
as comparações
simplismente patetico

fica a evidencia clara de um possivel financiador da materia, sem contar nessa postura anti-governista que a revista vem apresentando durante os anos

porque, venhamos e covenhamos, se tem uma coisa que esse coto fez de bom nesses 3 anos e meio de governo foi a implementação e incentivo ao software livre
mas eu pergunto. e o resto?
so perguntando ao silvinho ou delubio, pq tio lula, vulgo mussun (so no mé) não sabe de p$# nenhuma!
GNU/Linux. Viva essa liberdade!

Offline cafecraft

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Resposta da comunidade a Veja
« Resposta #16 Online: 22 de Maio de 2006, 00:39 »
É colegas!... sobre o mais novo militarismo... A imprensa!.

O Serpro também deu uma resposta a Veja.. vamos aguardar se ela vai postar as cartas.
Assinatura removida conforme a regra 8. O prazo era até 13/02.

Offline niitsu

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Resposta da comunidade a Veja
« Resposta #17 Online: 24 de Maio de 2006, 11:51 »
Olá pessoal. Consegui a resposta do SERPRO à Revista Veja.
Créditos ao amigo mvkako que postou ela no fórum Edonkers onde eu sou moderador.

Resposta do SERPRO a matéria da Veja
O Serpro contesta matéria da Veja A revista Veja que circula nesta semana trouxe matéria com o título “O grátis saiu mais caro”, afirmando que, “ao insistir no software livre, o governo deixa de melhorar serviços eletrônicos aos cidadãos e desperdiça dinheiro”.O Serpro foi procurado pelo jornalista Duda Teixeira, que assina a matéria em questão, para que fornecesse informações sobre número de empregados admitidos pela Empresa nos últimos anos, e sobre as economias geradas com a migração dos desktops para software livre. Foi esclarecido ao jornalista que, em função de ser uma empresa de tecnologia da informação e comunicação, o Serpro contabilizava economias significativas também com outros itens, além daqueles referentes à não aquisição de licenças.
Em sua resposta a Veja, por escrito, o Serpro informou que, desde o início da migração para software livre, economizou R$ 14,8 milhões. O investimento em treinamento, consultoria e suporte para software livre foi de R$ 396 mil. Como resultado final, o Serpro (leia-se governo) economizou R$ 14,4 milhões. Esclareceu também que, de 2001 a 2005, abriu vagas em concurso para 2.333 profissionais.
Surpreende, na matéria publicada, a ausência dos números fornecidos pelo Serpro, o que não seria problema, uma vez que cada matéria jornalística é sempre um recorte que não esgota o assunto em foco. Entretanto, as informações publicadas sobre o “resultado tão ruim” da tentativa de migração do ComprasNet e do programa do imposto de renda são inverídicas e, portanto, tendenciosas (ver texto abaixo).
Por outro lado, os dados de economia e investimentos com a implantação do software livre precisam ser olhados de forma focada, sim, mas precisam também ser contabilizados de forma global. Ao ser informado de que a economia do Serpro com o software livre ia muito além da migração de desktops, o jornalista mostrou-se desinteressado, afirmando não necessitar de outros dados.
É lícito ao Serpro deduzir que na apuração da matéria interessava apenas cruzar as informações de número de desktops migrados versus número de novos técnicos admitidos pelo Serpro, para sustentar uma hipótese que o jornalista (ou a revista Veja) já havia formulado, de que “a migração para o software livre custou caro para os cofres públicos”. Esta tese também não se sustenta, neste caso, porque os técnicos admitidos pelo Serpro atuam em várias áreas da Empresa, não apenas nos projetos de software livre.
Cabe esclarecer também que, na condição de prestador de serviços à administração pública federal, as plataformas e tecnologias adotadas pelo Serpro dependem de negociação prévia com os órgãos contratadores. O Serpro não impõe plataformas aos seus clientes. Produtos e soluções dos mais diversos fornecedores convivem dentro do Serpro, todas adquiridas por pregão eletrônico e dentro das exigências da Lei de Licitações.
Por sentir-se agredido em sua imagem e por concluir que a matéria é tendenciosa ao ignorar as vantagens e benefícios reais advindos da adoção de software livre, o Serpro é signatário, junto com a Secretaria de Logística do Ministério do Planejamento e com o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação – ITI, da correspondência abaixo, enviada à redação da revista Veja no dia 17 de maio/2006.
Carta encaminhada à redação da revista Veja
Com relação à matéria “O grátis saiu mais caro”, publicada na edição de 17/05/06, gostaríamos de esclarecer que o software livre é uma opção estratégica do governo federal por reduzir custos, ampliar a concorrência, gerar empregos e desenvolver o conhecimento e a inteligência do Brasil nessa área. Esclarecemos que somente com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), citado no texto, obtivemos uma redução de custos de cerca de R$ 14,8 milhões ao implantar o software livre, o que exigiu investimentos em serviços e treinamento de apenas R$ 396 mil. Caso a citação de contratação de 2 mil técnicos esteja referindo-se ao Serpro, a Empresa esclarece que as vagas abertas para concurso público nos últimos anos tiveram o objetivo de atender às várias áreas de atuação, desde desenvolvimento de sistemas, área de rede, datacenter, administrativa e software livre, para citar algumas.
O desenvolvimento dos padrões e-PING adotados pelo governo para a troca digital de dados e informações possibilitaram importantes avanços na comunicação entre as bases de dados oficiais. Entre eles, destacamos a integração em 2004 dos sistemas de segurança pública dos estados ao Infoseg, do Ministério da Justiça, a um custo de apenas R$ 8,5 milhões. Hoje, informações como cadastros de veículos e de pessoas com mandado de prisão decretada estão disponíveis on-line 24 horas por dia, informação também omitida no texto da reportagem. Durante anos, o governo não conseguiu fazer essa integração devido aos altos custos em investimentos em equipamentos, softwares e pagamentos de licenças com softwares proprietários que foram orçados em R$ 4 bilhões.
Em compras governamentais, tivemos o maior desempenho com o pregão eletrônico desde a sua implementação em 2000. No primeiro trimestre de 2006, este representou R$ 1,1 bilhão das compras de bens e serviços comuns, com uma participação de 46% do total adquirido pela administração direta. Em 2002, o pregão eletrônico representava apenas 0,8% das aquisições com R$ 62 milhões licitados. O Brasil foi reconhecido pelo BID e pelo BIRD como o maior usuário de compras eletrônicas do mundo na modalidade leilão reverso e o sistema federal brasileiro foi o primeiro aceito por ambas as instituições financeiras para contratações envolvendo seus recursos. Levantamento da FF Pesquisa & Consultoria / e-stratégia pública e divulgado em parceria com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico - Camara-e.net, indica que as compras da União, incluindo a administração direta e indireta, representaram no primeiro trimestre de 2006 cerca de 40% dos R$ 419 milhões em compras públicas realizadas integralmente pela internet.
No caso do Imposto de Renda, informamos que o programa opera em multiplataforma. O contribuinte que utiliza os programas do Imposto de Renda não pode ficar refém de apenas uma plataforma, seja ela qual for. A opção por torná-lo multiplataforma faz parte da estratégia de governo, de adotar soluções universais, melhor ainda se forem mais econômicas. A respeito da suposta “utilização pelo Governo Lula das conquistas eletrônicas da administração anterior em sua desastrada campanha para se tornar líder sul-americano, com conseqüências que teriam sido um banho de água fria nas aspirações comerciais de muitas empresas sediadas no Brasil”, temos a informar que o consórcio Vesta/Unisys - cuja diretora da empresa Vesta é citada na matéria - teve seu contrato rescindido pelo Governo Federal no dia 20 de dezembro de 2002, no apagar das luzes da antiga administração. O motivo foi a não implementação das funcionalidades do pregão eletrônico e do portal de compras públicas Comprasnet, conforme havia sido contratado e não devido à substituição da solução por softwares abertos. Isso causou atrasos na implantação do sistema de pregão eletrônico, que precisou ser totalmente refeito pelo Serpro. Além disso, ao contrário do que consta na matéria, o portal Comprasnet não teve versões em código aberto, há uma segunda versão em desenvolvimento que utilizará software livre.

Rogério Santanna - Secretário Executivo do Comitê Executivo de Governo Eletrônico/Ministério do Planejamento
Renato Martini - Presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação
Wagner Quirici - Diretor-Presidente do Serpro

Fonte: SERPRO
Link: http://www.serpro.gov.br/noticiasSERPRO/20060518_05

DeamoN Cheat®

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Resposta da comunidade a Veja
« Resposta #18 Online: 24 de Maio de 2006, 14:52 »
Bom, mandei minha critica para a veja, e a revista respondeu, veja a resposta:

Citar

Prezado leitor (a),

O departamento de Atendimento ao Leitor de VEJA recebeu seu
e-mail.
Sua mensagem eletrônica será encaminhada para a pessoa que melhor
poderá atendê-lo. Se sua carta é destinada à publicação na seção
dos
leitores, queremos adiantar que por uma questão de espaço nem
toda a
correspondência que recebemos é publicada. Qualquer comentário
que ela
contenha será encaminhado aos nossos editores para que eles tomem
conhecimento de suas críticas e observações. Se o objetivo de sua
carta é outro, por favor, aguarde uma resposta posterior.
Agradecemos o
interesse por VEJA e esperamos atendê-lo o mais rápido possível.

Atenciosamente,

Atendimento ao Leitor
Revista VEJA


Se fosse para dar essa resposta, que nem enviase nada.

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Offline agente100gelo

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Resposta da comunidade a Veja
« Resposta #19 Online: 24 de Maio de 2006, 16:33 »
Eu recebi a mesma mensagem. O pior, é que quando liguei pra cancelar minha assinatura, o atendente falou "Espere semana que vem, que se a Veja errou eles vão se retratar". Na última edição que recebi, apesar de ter 72 cartas/email, só foi publicado uma resposta oficial. NENHUM leitor/assinante teve sua carta publicada sobre o assunto.
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Piras

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Resposta da comunidade a Veja
« Resposta #20 Online: 25 de Maio de 2006, 01:30 »
Mesmo eu, que abomino este governo, abomino na mesma medida esta falta de imparcialidade e isenção de imprensa brasileira, a começar pela revista Veja.

É tanta má-fé e tanto preconceito que - se Lula ganhar novamente - ele deveria iniciar o seu discurso oficial agradecendo a Veja e a Diogo Mainardi, entre outros, pelo "apoio" recebido...

Foi do mesmo jeito que uma parte da imprensa boliviana "ajudou" a eleger Evo Morales. As demonstrações de má-fé e preconceito explícito só aumentaram a indignação do povo contra a elite, tornado Morales uma espécie de mártir dos pobres. Pelo que dizem as pesquisas, a coisa está se repetindo agora no Brasil... Bem-feito!

Offline Daniel Neves

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Época
« Resposta #21 Online: 18 de Junho de 2006, 22:03 »
Sabem o q a revista época disse do Linux.Vc só usa se for um nerd que non quer usar o pc e soh consertar os problemas.

non é só a veja q eh "anti-linux",dps eu falo melhor o q ela escreveu ¬¬

Offline agente100gelo

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Re: Época
« Resposta #22 Online: 19 de Junho de 2006, 08:58 »
Citação de: "Daniel Neves"
Sabem o q a revista época disse do Linux.Vc só usa se for um nerd que non quer usar o pc e soh consertar os problemas.
non é só a veja q eh "anti-linux",dps eu falo melhor o q ela escreveu ¬¬

Veja a resposta da Época as mensagens da comunidade sobre esta frase. Diferente da Veja, a Época fez um editorial no qual o editor afirma que usa o Linux desde 1994, e tem várias opiniões de leitores afirmando que o Linux é fácil de usar. No editorial o chefe de redação afirma que acima da preferência pessoal dele é necessário uma postura jornalistica para a maioria dos usuários.
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Offline Thib

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Veja?
« Resposta #23 Online: 19 de Junho de 2006, 13:33 »
Já tinha perdido a confiança nessa revista faz tempo, desde que li, numa reportagem do ano passado ligando Hugo Chavez, Lula e Fidel Castro (como sempre aliás) a afirmação de que Cuba era um país desenvolvido e adiantado antes do golpe de Fidel.
Eu particularmente não tenho nenhuma simpatia pelo ditador de Cuba ou por qualquer regime esquerdista mas, convenhamos, Cuba não era conhecida como "bordel americano" antes do golpe por pura gozação. E mais: Nenhum ditador esquerdista consegu manter-se no poder se não conseguir apoio popular, pelo menos no início. E eles não apoiaram Fidel simplesmente porque eram idiotas e estavam cansados de ser "um pais desenvolvido e adiantado".
Já a partir daí, ficou clara, para mim, a falta de profissionalismo e comprometimento com os fatos reais por parte dos jornalistas da Veja.
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Offline ceti

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Re: Veja?
« Resposta #24 Online: 19 de Junho de 2006, 20:52 »
Citação de: "Thib"
...Cuba não era conhecida como "bordel americano" antes do golpe por pura gozação.


É verdade. Fulgêncio Batista era o presidente ou sei lá o que e lambia os pés dos ianques. A americanada não saía de lá, gastando seus dólares em jogo e prostituição. Até o grande Ernest Hemingway escreveu um livro contando suas aventuras por lá. Tanto ele como o resto tratava o país como seu quintalzinho de luxo, um balneário prá onde fugir de fins-de-semana tediosos.
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Offline galactus

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Re: Veja?
« Resposta #25 Online: 20 de Junho de 2006, 12:55 »
Citação de: "ceti"
É verdade. Fulgêncio Batista era o presidente ou sei lá o que e lambia os pés dos ianques. A americanada não saía de lá, gastando seus dólares em jogo e prostituição. Até o grande Ernest Hemingway escreveu um livro contando suas aventuras por lá. Tanto ele como o resto tratava o país como seu quintalzinho de luxo, um balneário prá onde fugir de fins-de-semana tediosos.


Mais precisamente o Fulgêncio Batista lambia os pés dos Gagsthers americanos! Charlie Lucky Luciano e Mayer Lansky mandavam e desmadamvam lá!
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Piras

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Re: Veja?
« Resposta #26 Online: 21 de Junho de 2006, 00:58 »
Citação de: "galactus"
Mais precisamente o Fulgêncio Batista lambia os pés dos Gagsthers americanos! Charlie Lucky Luciano e Mayer Lansky mandavam e desmadamvam lá!


Apesar disso, Cuba era um dos países da América Latina com melhor qualidade de vida. Só os três riquinhos do Cone Sul - Argentina, Uruguai e Chile - ostentavam indicadores sociais tão bons quanto os de Cuba. Ser o bordel americano não era, afinal, tão ruim assim, pelo menos no aspecto econômico. Tanto assim, que, para escapar a crise dos anos 80, transformaram a ilha em bordel europeu: qualquer turista que tenha ido a Havana sabe o quanto é fácil "descolar" um "programa" por ali. Aliás, os revolucionários sempre exageram o atraso do país que eles "redimem": os propagandistas soviéticos sempre exageraram o atraso da Rússia czarista.

Agora o que mantém a ditadura do Fidel em pé mesmo - além da repressão, é claro! - é o receio bem fundado que tem os cubanos de cairem nas mãos de liberais extremistas e americanófilos do tipo que Veja defende no Brasil. Acho que entre a ditadura de Fidel e a ditadura do "mercado" os cubanos preferem ainda a primeira alternativa. Não posso condená-los: entre os intermináveis discursos do Fidel e os "comentários" da Miriam Leitão, ainda prefiro o "comandante"...